quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Estranhas palavras - Inajá M. de Almeida

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Estranhas Palavras
Inajá Martins de Almeida


As vezes,

Penso que sou Poeta,

Outras tantas, Filósofa.

 Aí, à mente me vem

Tremenda confusão.


Misturo poesia com filosofia;

Filosofia com poesia.


Esqueço o corrupto coração,

Tomo posse da razão

E, logo, me transformo

Em filoeta.

 
Mas, quando o poeta, que se esconde,

Por trás da rima e do verso da filosofia,

mostra o reverso,

Deixo de lado a razão,

Resgato o coração,

Transformo-me em poesofa.


Passo a me valer, então,

De estranhas palavras, permissíveis

Somente para aquele que tem,

O coração na poesia

E a mente na filosofia.



Poesofa ...

Ou, até quem sabe,

Filoeta ...

 
Nada sei,

Pois, quando penso que sei,

Aí é que não sei, realmente,

Uma vez que o poeta mente,

Aquilo que alma sente.

Sigo, então, meu caminho,

Entre o cismar,

Da filosofia,

E o doce poemar,


Da poesia.

 
Enquanto, uma traz incerteza,

Da certeza

– a filosofia.

 
A outra, beleza

Da natureza

– a poesia –

Meus versos

Fluem nos reversos.

 
Nos versos do poesofo

Nos reversos do filoeta.

 
Eta...

Que bela confusão!

 
Mas...

Em compensação...


Quanta satisfação!


Composição sobre o trocadilho de Elanklever - Poesofo e Filoéta.

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